Prix selon la destination — Shipping according Location

 

 

Daunik Lazro : saxophone alto   
Carlos Zingaro : violon
Sakis Papadimitriou : piano
Jean Bolcato : contrebasse

 

 

extrait :

 

 

 

_____________________________________

PERIFERIA

Periferia is an ancient greek word which dérives from the verb perifero,
i.e, to bear, bring about; Perifero also means to let someone know or make
something known to people, therefore to spread and communicate.

Periferia as a specific area is the perimeter of any closed system. But the
1ine of letter ? cuts like a sword the circumference of the solid circle.

Periferia symbolizes the fact that you are always far from the center, that
you follow paths which will never bring you towards the center — you
remain marginal by definition.

The verb in passive voice, Periferomai, signifies the act of travelling here
and there like a wandering Ulysses and at the same time swinging round
yourself.

Periferia has an erotic side and refers of course to woman's buttocks.

Fina11y the noun perifora is used in a ritualistic aspect and pictures a
procession while a litany is sung.

sakis papadimitriou

___________________________________________________________

Daunik Lazro: presente e passado

 

Fou Records

Nuno Catarino / fotografia: Christian Pouget

O saxofonista Daunik Lazro volta a chamar a atenção, com dois discos novos (“No Questions – No Answers” e “Sonoris Causa”) e uma reedição onde está acompanhado pelo português Carlos “Zíngaro” (“Periferia”).

Daunik Lazro (n. 1945, Chantilly), saxofonista e improvisador, é uma das grandes figuras da história da improvisação livre europeia. Ao longo do seu longo percurso tem estabelecido ligações com músicos como Evan Parker, Joe McPhee, Joëlle Léandre ou o “nosso” Carlos “Zíngaro”. Acabam de ser editados, quase em simultâneo, dois discos novos (“No Questions – No Answers” do grupo A Pride of Lions e “Sonoris Causa” ao leme de um quinteto) e uma reedição onde está acompanhado pelo português “Zíngaro” (“Periferia”).

A ligação de Lazro e “Zíngaro” é longa, tendo sido iniciado em meados dos anos ’70 (quando o saxofonista colaborou com os Plexus) e a parceria tem sido registada em gravações históricas como “Sweet Zee” (1985) ou “Hauts Plateaux” (1998). Essa ligação está também reforçada neste “Periferia”, um disco editado originalmente em 1994 pela editora In Situ (a mesma que editou o histórico solo de “Zíngaro” no Mosteiro dos Jerónimos), e que foi agora alvo de reedição pela Fou Records. Desde logo, um pormenor que poderá irritar alguns melómanos: a capa original não foi respeitada, esta nova edição tem uma imagem nova. Já a gravação sonora é o registo inalterado de abril de 1993 (já se passaram quase três décadas!). Participam Daunik Lazro no saxofone alto, Carlos “Zíngaro” no violino, Sakis Papadimitriou no piano e Jean Bolcato no contrabaixo. Nesta gravação histórica o quarteto propõe uma sessão de improvisação com oito temas, todos entre os quatro e os oito minutos. O disco abre com o violino de “Zíngaro” a liderar, sendo seguido pelos outros instrumentos, desbravando caminhos em diferentes direções. O português assume muitas vezes a iniciativa e os seus momentos mais interessantes acabam por ser em duo com o saxofone (ouça-se o terceiro tema, “Inner Earthquake”).

Se a ligação com Zíngaro é histórica, a ligação do francês com Joe McPhee é outra colaboração de décadas. No grupo A Pride of Lions, McPhee (saxofone alto, saxofone soprano e pocket trumpet) e Lazro (saxofones tenor e barítono) contam com a companhia de Joshua Abrams (contrabaixo e guembri), Guillaume Séguron (contrabaixo), Chad Taylor (bateria e mbira). Este disco “No Questions – No Answers” regista uma atuação do quinteto em 2018 no festival de Saalfelden – um dos festivais europeus mais interessantes para quem aprecie música improvisada e jazz criativo – e é a segunda gravação do grupo A Pride of Lions, depois da estreia em 2018 com “The Bridge Sessions”. O fantasma de Alber Ayler assombra esta música e a sua presença é assumida: um dos temas inclui uma citação da sua “Spirits” (não é acaso ou coincidência, já no disco anterior havia uma citação de outro tema ayleriano, “Mothers”). Além do free aceso, nesta música ouvimos ainda uma ligação com a ancestralidade africana. Trata-se de um excelente registo, de uma “fire music” abençoada por Ayler e desafiante por natureza.

Já o disco “Sonoris Causa” mostra Daunik Lazro (aqui exclusivamente no saxofone barítono), acompanhado por um grupo com instrumentos menos habituais: Jouk Minor (sarrusofone contrabaixo), Thierry Madiot (trombone baixo e tubo telescópico), David Chiésa (contrabaixo de cinco cordas, no canal esquerdo) e Louis-Michel Marion (contrabaixo de cinco cordas, no canal direito) – a premissa passou por reunir um grupo a trabalhar sons mais graves/baixos. Neste “Sonoris Causa” (e desde logo o trocadilho tem graça), ao longo de três longos temas (dois de quase meia hora, mais um final de onze minutos), o quinteto explora uma música improvisação mais seca, mais abstrata, numa exploração criativa dos graves. Música criativa, sempre desafiante.

Nestes três registos, três universos sonoros distintos, ouvimos música que é passado e presente, que é história viva. Acompanhado por diferentes músicos, Daunik Lazro continua a afirmar a sua vitalidade criativa.

David Cristol in Jazz.pt

https://jazz.pt/ponto-escuta/2022/09/13/daunik-lazro-presente-e-passado/


_________________________________

Daunik Lazro Carlos Zingaro Sakis Papadimitriou Jean Bolcato

Peripheria
Fou Records
FR CD 43


Publié en 1994 au début de l’ère du CD de musique improvisée, Peripheria était alors (1994) un des rares documents d’improvisation libre disponibles en compact disque sur le label du violoncelliste Didier Petit, In Situ (IS 164) en collaboration avec Basta sarl et le festival du CCAM de Vandoeuvre – lez – Nancy . In Situ avait aussi à son catalogue François Tusquès, Steve Lacy en solo, un duo de Lazro avec Joe Mc Phee, Joëlle Léandre, Michel Doneda,Lè Quan Ninh, Malcolm Goldstein, Didier Petit, Denis Colin, Alan Silva/ Hannes Bauer/ Roger Turner, Sophie Agnel, etc… Ce label a écrit une belle page de l’évolution des musiques improvisées en France. Je pense que c’est une excellente idée de rééditer Pripheria et cela pour plusieurs raisons. Sa réalisation se situe à un moment où une prise de conscience de nombreux improvisateurs français les pousse à se démarquer définitivement du free-jazz et de concepts tels le « folklore imaginaire » ou la « création contemporaine » pour revendiquer une radicalité de l’improvisation. Daunik Lazro avait publié aussi quelques albums avec contrebasse et batterie (et un autre souffleur éventuel) pour les labels Bleu regard ou 2Z et ce Peripheria a lui, une toute autre configuration instrumentale sans batterie : saxophone alto et baryton (Lazro), violon (Carlos Zingaro), piano (Sakis Papadimitriou) et contrebasse (Jean Bolcato). Sa musique est basée sur l’interactivité, l’évolution de formes mouvantes, une conception collective et égalitaire basée sur l’écoute de tous les instants et une empathie profonde. Des états d’équilibre instable et de recherche constante de formes nouvelles où personne ne joue le rôle d’un « soliste » ou d’un « accompagnateur ». On y trouve aussi des effets d’ostinato et quelques interventions « soliste » de la part du saxophoniste, du violoniste et du contrebassiste, avec des alternances spontanées le pianiste créant une trame sonore, percussive etc… L’accent est mis sur la lisibilité des interventions individuelles, des « questions-réponses », une intention ludique et une forme d’indépendance spontanée de chacun vis – à vis du groupe. Ce quartet Peripheria est aussi l’initiative de Daunik Lazro et fait suite à un quartet précédent avec Joëlle Léandre Yves Robert et Irène Schweizer (Paris Quartet 1989 Intakt 012). Par la suite, d’autres quartets enregistrés une musique organique continue texturale où le « soliste » s’efface et le musicien s’intègre nettement plus dans la masse sonore jusqu’au point où l’auditeur distingue à peine « qui joue quoi » . Un bon exemple en est Quat Neum Sixx avec Sophie Agnel Jerome Noettinger et Michael Nick « Live at festival NPAI » ou « Humus » avec Benjamin Bondonneau, Laurent Sassi, David Chiesa, Didier Lasserre, tous deux chez Amor Fati.
Alors ce Périphéria fait le tour des qualités particulières de chaque musicien, lesquelles mettent magnifiquement en valeur chacun d’entre eux et l’ensemble. Un enrichissement mutuel. Il y a bien quelques ficelles pour faire tenir l’édifice et elles devraient permettre à l’auditeur lambda, celui qui découvre ce genre d’expression musicale, de trouver une main courante dans cet espèce de brouillard qui s’impose à une écoute inhabituelle. Incontournable, la profondeur de champ du travail à l’archet de Bolcato, pint d’ancrage terrien du groupe, les sons quasi flûtés et les harmoniques chatoyantes du violon de Zingaro, le lyrisme et la sonorité mordante de Lazro et la vision architecturale de Papadimitriou. Et donc, il s’agit d’une musique libre, à la fois sincère et généreuse... et très sensible. Elle garde un lien et un feeling propre au jazz tout en s’affranchissant des repères formels propres à celui-ci. Excellent !!

J-M Van Schouwburg

20 octobre 2022

_________________________________________________________

Daunik LAZRO/Carlos ZINGARO/Sakis PAPADIMITRIOU/Jean BOLCATO
PERIΦERIA
FOU RECORDS (FR-CD-43)
On retrouve Carlos Zingaro entouré du saxophoniste Daunik Lazro, du pianiste Sakis Papadimitriou et du contrebassiste Jean Bolcato dans ce "Periφeria" gravé en 1995 chez In Situ et réédité aujourd'hui chez Fou Records. Daunik croisera de nouveau le chemin du violoniste en 1998, pour l'enregistrement chez Potlatch du duo "Hauts Plateaux", et celui du contrebassiste en 1997, lors de la parution sur le label Bleu Regard de "A.H.O. And His Orchestra", en compagnie du batteur Christian Rollet. Quant à Sakis Papadimitriou, il semble qu'à l'exception de son duo de 1986 avec le percussionniste Gunther Sommer et de son fameux trio Nosferatu, en 2008, il ait essentiellement travaillé en solo ou avec des musiciens issus de la scène grecque… Ce qui, vu le talent du personnage, a de quoi nous laisser perplexes !
Le titre de l'album est lui-même tiré du grec ancien et, selon les notes de pochette rédigées par le pianiste, signifie, outre les notions de diffusion et de périmètre, tout ce qui sera toujours loin et vous éloignera toujours du centre, vous laissant de facto à la solitude de la marge. Il serait toutefois dommage de laisser au langage le pouvoir d'influencer notre écoute. En effet la musique du quartet, dont chaque membre signe ici deux compositions, apparaît plus abordable, voire plus légère, que ce à quoi chacun nous avait habitué et continue généralement de nous convier. Il y a même quelque chose de solaire dans les processions évoquées dès les deux premières plages ou des dieux malins semblent se mêler à la farandole des humains. Et si les deux pistes suivantes nous ouvrent un univers plus souterrain, les parois des roches ainsi révélées se parent de reflets brillants et colorés que ni les sombres accords de piano où tinte néanmoins le métal des préparations, ni la sauvagerie de l'alto désorienté qui chancelle et se cogne contre la roche ne sauraient atténuer. Quand le violon s'échappe comme un souffle d'air à travers les branchages, l'obscurité que la basse accompagne de sourdes vibrations annonce déjà la clarté au-delà des galeries et l'ouverture au sommet du puits La précision de Carlos Zingaro nous place au-delà du danger. Lorsque son archet tire des lignes proches de celles tracées par Jean Bolcato, leurs contrepoints démultipliés tissent une toile assez solide pour qu'on ait envie de s'y suspendre et de se balancer au-dessus du vide.
Si "Periφeria" date d'une époque où la liberté des années soixante-dix commençait à sérieusement s'effriter, ces quatre improvisateurs nous montrent à quel point la résistance au consensus peut s'avérer créative sans même prétendre à la radicalité. Une réédition qui mérite en tous points de figurer parmi les plus actuelles parutions.

Joël Pagier
Revue & Corrigée n° 134 décembre 22

_____________________________________

January 3, 2023

Peri?eria
Fou Records FR-CD 43

José Lencastre
Common Ground
Phonogram Unit PU 10 CD

Nearly 30 years separate these improvised combo sessions, but the common thread is Portuguese violinist Carlos Zíngaro. Arguably the most prominent of the country’s few free musicians starting in the 1970s, the violinist has followed on that path ever since playing internationally with the likes of Joëlle Léandre and Evan Parker and is now able to interact with the younger generations of local free musicians. Each of these excellent sessions demonstrate this dichotomy Recorded in 1993 when the violinist was still a singular creative player in Portugal, Peri?eria is a festival set that matches him with alto and baritone saxophonist Daunik Lazro and bassist Jean Bolcato from France plus Greek pianist Sakis Papadimitriou, all of whom have as lengthy free music resumés as Zingaro. Flash forward to 2021 and the compatriots finding Common ground with the violinist are Lisbon based saxophonist José Lencastre, pianist Clara Lai, bassist Gonçalo Almeida and drummer João Sousa.

Building upwards at a leisurely pace from violin scratches and squeaks, high-pitched reed flutters and a popping bass line, the pianist doesn’t add keyboard clips and dark soundboard rumbles until the shape of the improvisation is defined with “Inner Earthquake”. At that point pumps and stops from both string players has moved the interaction up to allegro with Lazro’s shaking vibrations contrasting Zingaro’s more lyrical and formalist variations. Group sounds ascend to intensity on “. Preparations” the next track and very quickly as saxophone split tones become more assertive, the fiddler begins fragmenting his lines into broken octave glissandi. Bolcato’s vocal cries add to the calculated dissonance, with double bass string pressure, keyboard splashes and dissected saxophone slurps connect with a contrapuntal exposition below the violinist’s linear overlay. Debuting his larger horn, bottom scoops, snarls and reflux project join sul tasto fiddling, and irregular keyboard clunks to toughen the joint horizontal exposition as Zingaro teases the others alternating dulcet and dissonant textures at high pitches as the bassist strums measured stops below him. On the penultimate “Circuit”, breaking from the string blend, Zingaro shakes out sul ponticello slides which challenge any residual romanticism just as Lazro’s tone thins as flattement turns to near whines. On the final “Bleu médité’, the meditation expresses lyrical reed and violin textures simultaneously along with triple string stopping, a double bass thump, rigid piano accents and tough reed flutters so that the promise of the improvisation’s beginnings are realized along with its deconstruction.

More atmospheric but also more harmonized, the Lisbon studio session mates warm sax breaths with drum clip clops, drum ruffs and thick double bass vibrations before Zingaro’s multi-string stopping torques the program to a less expected route. By contrast, “Unbroken Flow”, the second selection brings out subtle swing as Lencastre’s melodic flutters head towards ballad form only to be stopped by Zingaro’s taut swipes and piano patterning. As pressure mounts as clipping piano patterns moves to pedal point reed bites intensify into swallowed slurs as the fiddler narrows his strokes to prod the others into more dissonant territory. Cymbal slaps, hard keyboard comping and shill, tongue stops join with Zingaro’s forceful chording to fragment the narrative as it moves into the title track. Almeida’s low-pitched thumps and Lai’s single note plinks provide the sonic ballast upon which Zingaro’s spiky fiddle strokes and Lencastre’s flowing trills engage in a contrapuntal challenge as to the final improvisation’s direction. Blending into a two-pronged arrangement, the upwards and downward slides from saxophone and violin demonstrate the dexterity involved in emphasizing harsh and harmonized tones just as Zingaro did with the other band many years previously.

At 73 Zingaro has lost none of his skill and swiftness. Displayed in the proper circumstance and with the right partners he helps make improvisations ample enough to express polychromatic textures that surprise as they evolve.

–Ken Waxman

Track Listing: Peri?eria: 1. Embellie 2. Periferia 3. Inner Earthquake 4. Preparations 5. Barbaryton 6. Egnatia Road 7. Circuit 8. Bleu médité

Personnel: Peri?eria: Daunik Lazro (alto and baritone saxophones); Carlos Zíngaro (violin and electronics); Sakis Papadimitriou (piano) and Jean Bolcato (bass and voice)

Track Listing: Common: 1. Revolutionary Periods 2. Unbroken Flow 3. Nature of Reality 4. Inspirational Souls 5. Common Ground

Personnel: Common: José Lencastre (alto saxophone); Carlos Zíngaro (violin); Clara Lai (piano); Gonçalo Almeida (bass) and João Sousa (drums)

_____________________________________

PERIFERIA

Fou Records / distr. Les Allumés du Jazz

Daunik Lazro : saxophones alto et baryton, compositions 5, 8
Carlos Zingaro : violons acoustique et électro-acoustique, compositions 2, 4
Sakis Papadimitriou : piano, compositions 3, 6
Jean Bolcato : contrebasse, voix, compositions 1, 7

Lazro – Zingaro – Papadimitriou – Bolcato . Periferia

Retrouvons-nous à présent vingt ans plus tôt, à Vandœuvre-lès-Nancy en 1993, avec un disque publié à l’époque sur le label In Situ de Didier Petit et réédité sous l’impulsion de Daunik Lazro, l’un des membres de ce quartette qui comprenait un musicien grec, un portugais et deux français. Nous étions alors dans une période de rencontres, très souvent improvisées et qui ont contribué à la reconnaissance internationale de la Nouvelle Musique Européenne au sein de laquelle les Français avaient enfin toute leur place. Maintenant tout ceci fait partie de l’Histoire et nous réécoutons cette musique trentenaire avec peut-être d’autres oreilles. Ce qui frappe ici, c’est la fraîcheur, la finesse de jeu extrêmement soignée, pensée, intériorisée, l’harmonisation spontanée de ces instruments tous différents, conduisant, dans la plus grande liberté, à la réalisation d’un disque parfaitement composé.
Peut-être n’avais-je plus écouté ce disque depuis sa parution ? En tout cas je suis émerveillé.par cette nouvelle audition. Merci Daunik, Jean-Marc et les autres.

Jean Buzelin

_____________________________________